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CRENTES DO TIPO TOMé

CRENTES DO TIPO TOMé

Escrito por Edielson Rocha Batista | 22/04/2017

Tomé era membro do Colégio Apostólico de Jesus. Um dos doze, sobre quem pesava a tremenda responsabilidade de pregar o Evangelho, dando assim, continuação a Missão redentora do Mestre Jesus. Assim como os demais apóstolos, deixou tudo para seguir ao Senhor. Também, como os demais presenciou o doloroso drama da crucificação e morte de seu Mestre. Ele também se frustra e se decepciona com seus colegas diante de tudo o que presenciava, e, via seus sonhos e esperanças irem por terra.

Todavia, quando tudo parecia estar perdido, eis que renascem as esperanças, e o quadro se reverte.

Na noite daquele domingo, estavam reunidos os discípulos, às portas fechadas, por medo dos judeus, Jesus ressuscitado aparece ao grupo ali reunido, saudando a todos com "paz seja convosco". Mudou-se-lhes o ânimo, glória a Deus!

Mas, onde estava Tomé? Quem sabe, sua tristeza era tanta que se afastou do grupo ao saber da boa notícia, disse, em outras palavras: "Só eu vendo para crer". Quando Jesus apareceu segunda vez, disse a Tomé: "Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos... Põe a tua mão no meu lado, não sejas incrédulo, mas crente".

Três questões merecem a nossa reflexão diante do episódio chamado Tomé. Criou-se até um dito popular, quando alguém se mostra incrédulo diante de alguma situação. O incrédulo é chamado de "TOMÉ".

A primeira questão é: Com que facilidade certos crentes se afastam do convívio da comunidade cristã. Na minha experiência Pastoral que já vai se aproximando dos 40 anos (Pr. Jorge Marques), tenho percebido que muitos irmãos se excluem da Igreja por motivos de somenos importância. E por isso deixam de receber do Senhor maravilhosas bênçãos que ele derrama sobre o seu povo quando estão reunidos e unidos. Esse tipo de crente fujão, omisso, escondido, frustrado, dificilmente acredita que Deus é poderoso para fazer maravilhas no meio do seu povo.

Uma segunda questão a considerar é: Via de regra, Deus se manifesta a tais pessoas incrédulas de uma forma direta e muito forte. Pode ser através de um acidente, ou de uma enfermidade, ou de uma outra situação qualquer. Mas, Ele se manifesta. No caso de Tomé, depois de 8 dias, o senhor se manifestou de forma veemente, causando um grande espanto. Tanto que Tomé, com a voz embargada pela emoção, disse: "Senhor meu, e Deus meu!"

E nem foi preciso tocar nas mãos e nem do lado do corpo do Senhor. Naquele momento, Tomé faz uma entrega total ao Senhor.

Em terceiro e último lugar, quando Deus se manifesta não há como escapar da realidade. Não há como fugir da sua presença. Ele se descobre para nós, e, nós o vemos por inteiro com os olhos da fé. Brota dentro de nós uma confiança tão grande, que não mais duvidamos de sua presença real em nosso meio. Tomé, agora, nada tem a questionar. A presença de Jesus na sua vida se tornou tão real que ele só conseguiu exclamar: "Senhor meu e Deus meu!"

Meus irmãos, quantos Tomés temos visto na Igreja, ou quantas vezes nos tornamos em Tomés! É preciso que o Senhor nos diga: "Não sejais incrédulos, mas crentes".
(Pastoral adaptada de texto de autoria do Rev. Dr. Ivan Ávila - S.Paulo - 01/2003, publicada no Boletim "O Resplendor", de 20.04.2003)

Reverendo Jorge Marques
Pastor da IEC - Alcântara/RJ

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