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EM TUDO DAI GRAçAS

EM TUDO DAI GRAçAS

Escrito por Edielson Rocha Batista | 21/03/2017

Baseado em Filipenses 1
A carta de Paulo aos filipenses é escrita em uma condição particularmente difícil: ele está preso. Apesar disso, ele expressa alguns sentimentos que não se esperaria de alguém nessa situação. Ele fala de alegria, expectativas positivas e gratidão!
Será que nos sentiríamos assim se estivéssemos passando por alguma dificuldade? Como você costuma reagir diante de uma situação difícil em sua vida? Você deixa que se torne um problema? Sim, pois situações difíceis e dificuldades são inerentes à vida. Porém, elas só se tornam problemas quando não as enfrentamos efetivamente e buscamos soluções. Muitas vezes nos perdemos em lamentos e murmurações ao invés de buscar a solução, outras vezes simplesmente não colocamos em prática aquilo que sabemos ser a solução e, então, criamos um problema.
Talvez essa seja a causa da atitude positiva manifestada pelo apóstolo Paulo. Ele, na verdade, vê nesse momento mais uma grande oportunidade de pregar o  Evangelho, razão primeira de sua vida. Os momentos de crise podem ser grandes oportunidades de crescimento e mudança. Aliás, a palavra crise tem origem em um instrumento usado para purificar metais, chamado crisol. Curioso pensar nisso, não é? Ao passar pelo crisol o metal é purificado e se torna mais precioso, pois suas qualidades são evidenciadas. Quando enfrentamos uma crise com coragem e discernimento, certamente seremos edificados, sairemos mais fortalecidos em nossa fé e, provavelmente, melhores do que éramos.
Que discernimento é esse? Aquele que alcançamos buscando conhecer a Cristo mais e mais. O conhecimento de Cristo nos leva a um maior discernimento moral e espiritual. Conforme nos  lembra o autor de Hebreus, é preciso que busquemos amadurecimento espiritual, deixando de nos alimentar apenas com leite, ?porque qualquer que ainda se alimenta de leite não está experimentado na palavra da justiça? (Hebreus 5:13).
É interessante notar ainda, que Paulo não se deixa afetar pela atitude maldosa dos adversários. Ele menciona que, por estar preso, muitos se animaram a pregar o Evangelho com mais coragem e confiança. Entretanto, outros estavam pregando para disputar com Paulo o apreço dos fiéis e alcançar prestígio pessoal. Curiosamente, o apóstolo Paulo se regozija, dizendo que seja por que razão for, importava que o Evangelho estava sendo pregado e muitas pessoas seriam alcançadas! Mas uma questão se coloca: é importante que façamos a coisa certa pelo motivo certo! Pois ainda que enganemos as pessoas à nossa volta acerca de nossas reais intenções, o Senhor conhece nosso coração.
Finalmente, gostaria de considerar o início da carta, quando Paulo menciona que se lembra dos filipenses com alegria e ações de graças. Que sentimentos provocamos nas pessoas quando elas se lembram de nós? Será que nossa memória traz boas ou más recordações? Será que pensar em nós, anima ou desanima as pessoas que nos conhecem? Costumo afirmar que somos modelos, quer tenhamos consciência disso ou não. A questão é: que modelos temos sido para nossos filhos e filhas, amigos e amigas, colegas de trabalho, vizinhos e vizinhas, enfim para as pessoas com as quais convivemos? Como Paulo  nos descreveria se estivesse falando de nós?
Quando Cristo morreu por nós na Cruz, e nós o aceitamos como nosso Salvador, Deus começou um projeto especial em nossa vida. Ele está dia a dia desenvolvendo esse projeto que será concluído quando nos encontrarmos com Ele. Por isso, sigamos o exemplo de Paulo, que ainda em meio às dificuldades e sofrimentos, encontrava em sua relação com Cristo e na comunhão e testemunho dos irmãos e irmãs, as forças para seguir realizando a obra que lhe foi confiada por Cristo na Estrada de Damasco.

Eleni R.M. Rangel
Presbítera da 3ª IPI de Santo André

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